Terremoto matou 34 estudantes de teologia em Igreja na Indonésia
02/10/2018 15:47 em Novidades

Fuzileiros navais buscam sobreviventes e corpos em Palu — Foto: Adek Berry / AFPFuzileiros navais buscam sobreviventes e corpos em Palu — Foto: Adek Berry / AFP

Fuzileiros navais buscam sobreviventes e corpos em Palu — Foto: Adek Berry / AFP

Socorristas indonésios descobriram os corpos de 34 estudantes de Teologia em uma igreja na ilha de Sulawesi, soterrada por um deslizamento de terra devido ao terremoto de sexta-feira (28), anunciou nesta terça (2) uma porta-voz da Cruz Vermelha local.

"A equipe (de socorristas) encontrou 34 corpos no total", disse Aulia Arriani.

Segundo Ariani, o local é de difícil acesso. "O problema mais sério é andar a pé na lama durante hora e meia transportando os corpos".

O centro da ilha ficou devastado pelo terremoto seguido de tsunami na noite de sexta. O número de mortos está em 844, segundo último balanço oficial.

O número total de mortos pode crescer à medida em que os socorristas têm acesso às zonas mais remotas, como o distrito de Sigi Biromaru, a sudeste de Palu.

Na véspera, voluntários começaram a enterrar, em fossas comuns, os corpos das vítimas do terremoto e do tsunami.

Além dos 844 mortos, a catástrofe deixou 59.000 deslocados e o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) da ONU calcula que 191 mil pessoas precisam de ajuda urgente, incluindo 46 mil crianças e 14 mil idosos.

 
Rapaz tira foto de um carro erguido pelo tsunami — Foto: Tatan Syuflana / AP Rapaz tira foto de um carro erguido pelo tsunami — Foto: Tatan Syuflana / AP

Rapaz tira foto de um carro erguido pelo tsunami — Foto: Tatan Syuflana / AP

 

Ajuda internacional

 

Dezenas de agências humanitárias e ONGs ofereceram ajuda ao país, mas o envio de material à região é muito complicado: estradas estão bloqueadas, e os aeroportos, muito danificados.

A ONG Oxfam prevê o envio de ajuda a, potencialmente, 100.000 pessoas, com destaque para alimentos instantâneos, equipamentos de purificação de água e barracas, anunciou Ancilla Bere, diretora da organização na Indonésia.

O presidente indonésio Joko Widodo autorizou a ajuda internacional de urgência, e as autoridades declararam estado de emergência de 14 dias.

A maior parte das vítimas foi registrada em Palu, cidade de 350.000 habitantes na costa oeste da ilha de Sulawesi, segundo a Agência de Gestão de Desastres.

 

Enterros em massa

 

Em Poboya, na colinas que cercam Palu, voluntários começaram a enterrar as vítimas em uma gigantesca fossa comum, com capacidade para 1.300 corpos.

Três caminhões lotados de cadáveres chegaram ao local. Os corpos foram colocados na fossa, um por um, e cobertos com terra.

Em um primeiro momento, as autoridades reuniram os corpos em necrotérios improvisados para poder identificá-los. Diante do risco sanitário, decidiram organizar enterros em massa.

Em Balaroa, bairro da periferia de Palu com uma zona residencial, os danos foram catastróficos. A área se transformou em um terreno baldio coberto por árvores derrubadas, blocos de cimento, pedaços de telhados e móveis destruídos.

Em um cenário de devastação, as equipes de resgate lutam contra o tempo para encontrar sobreviventes e retirá-los dos escombros.

Muitos moradores procuram os parentes desaparecidos nos hospitais, ou necrotérios improvisados.

 

Anel de fogo do Pacífico

 

A Indonésia, um arquipélago de 17.000 ilhas, fica no Anel de Fogo do Pacífico e é um dos países do mundo mais propensos a sofrer desastres naturais.

Dois terremotos - de magnitudes 5,9 e 6 - abalaram na manhã desta terça a região da ilha indonésia de Sumba, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O epicentro do primeiro tremor, a 10 km de profundidade, foi situado a 40 km de Sumba, ilha de 750 mil habitantes. O segundo abalo ocorreu 15 minutos depois, na mesma zona, com epicentro a 30 km de profundidade.

Sumba está situada a 1.600 km das ilhas de Sulawesi.

O terremoto de sexta no país, de magitude 7,5, foi mais potente do que os tremores que deixaram mais de 500 mortos e 1.500 feridos na ilha indonésia de Lombok em agosto passado.

 

 
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